Escala de Glasgow
Deve ser pesquisada em todos os pacientes de trauma que apresentem alguma alteração do nível de consciência. Os pacientes cujo estado de consciência e orientação estão evidentemente preservados, serão classificadas com score máximo de “15 ”. As vítimas que apresentam “ parada cárdio respiratória”, receberão o score mínimo de “3”.
PROCEDIMENTOS GERAIS NO LOCAL DO ATENDIMENTO
A) Pesquisa da abertura ocular
1) Verifique se o
paciente abre os olhos espontaneamente. Se positivo, atribua o score “4”
2) Se não estiver com
os olhos abertos, chame-a, com a voz forte e alta, pergunte-lhe o nome, observe
se abre os olhos a estímulos sonoros. Mesmo que após abrir os olhos, não os
mantenha abertos atribua o score “3”.
3) Se não obtiver
reação, estimule-a dolorosamente com compressão breve em região esternal e
observe se há abertura ocular mesmo que por um breve instante, neste caso
atribua o score “2”.
4) Se não obtiver
abertura ocular, atribua o score “1”.
B) Pesquisa da melhor resposta verbal
1) Após chamá-la,
pergunte-lhe o nome, o que ocorreu, se sabe onde esta. Caso apresente-se
orientada, conversando, atribua score “5”.
2) Se o paciente lhe
responde, mas demonstrar através da conversa que não tem noção do que esta
ocorrendo, não sabe onde esta ou quem é, esta desorientada, atribua score “4”.
3) Se o paciente não
conversa, mas apenas fala palavras ou frases soltas, desconexas, inapropriadas
para a situação, atribua score “3”.
4) Se o paciente
reage apenas com sons ou gemidos, mesmo a estímulos dolorosos, atribua score “2”.
5) Se não houver
qualquer resposta atribua a score “1”.
C) Pesquisa da melhor resposta motora
1) Solicite
ao paciente que execute algum gesto simples. Por exemplo, levante os dedos,
aperte sua mão, pisque os olhos. Tal solicitação tem, por finalidade em
verificar se a mesma compreende e atende alguma destas ordens simples. Se
positivo, atribua score “6”.
2) Se o paciente não
atende a solicitações, faça um estimulo doloroso breve, ( compressão e fricção
esternal) e verifique se a mesma localiza e afasta o estimulo com as mãos. Se
fizer, atribua score “5”.
3) Se o paciente não
chega a localizar e afastar o estimulo doloroso, verifique se ao menos ela
esboça alguma reação, como pequena flexão dos cotovelos, aproximação dos
membros ao tronco, mímica facial, retirada do membro quando estimulado (
compressão do leito ungueal). Se houver este tipo de reação, atribua score “4”.
4) Se o paciente
reage ao estimulo doloroso com postura tipicamente conhecida como decorticação
( Flexão dos membros superiores e extenção da cabeça e dos pés), mesmo que em
apenas uma metade do corpo atribua score “3”.
5) Se o paciente
reage ao estimulo doloroso com postura tipicamente conhecida como descerebração
( extensão dos membros superiores, cabeça e pés), mesmo que em apenas uma
metade do corpo, atribua score “2”.
6) Se não houver reação
atribua score “1”.
Observação: Se o paciente
apresentar trauma torácico importante, não utilize a compressão esternal como
estimulo doloroso.
Ao avaliar a melhor resposta,
verifique antes se os movimentos dos membros da vítima não estão restringidos.
A avaliação da resposta pode também ser confundida por uma paralisia
localizada.
Em situações em que
o paciente apresenta distúrbio de comportamento como histeria ou síndrome
conversiva, a avaliação é bastante prejudicada, e a baixa pontuação pode não
corresponder à realidade do problema.

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